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sexta-feira, 19 de outubro de 2012

As Visões e êxtases do Padre João Batista Reus.

PADRE JOÃO BATISTA REUS. SJ.
Eis um breve relato de algumas visões do padre Reus, com relação à maravilhosa realidade sobrenatural da Santa Missa.
Este sacerdote teve, a graça de ver sem véu o que acontece de sobrenatural durante a celebração da Santa Missa (O SANTO SACRIFÍCIO), celebrada por qualquer Sacerdote ordenado. A Santa Missa um mar de graças; o Sacerdote , outro Cristo.
Deus escolheu este sacerdote para mostrar a todos os sacerdotes e a todo povo cristão, quanto Deus os ama e espera ser correspondido.
O padre Reus viu tudo o que acontece de maneira invisível (mística) em cada ato de qualquer sacerdote ordenado ao celebrar os Santos Mistérios. Mesmo que nossos olhos humanos não vejam, mas acontece tudo real e vivo necessário a nossa salvação.
No seu diário em 22 de Julho de 1938 escreveu:
2310 - ...“Minha vida tem uma única finalidade: mostrar como o divino amigo dos sacerdotes ama os seus ministros e os encera em seu coração”. Deles espera amor ardente.
As Visões e êxtases do Padre João Batista Reus.
 
As visões Sobrenaturais
reveladas ao Padre Reus e
que acontece em cada Santa Missa.
(Retiradas do seu diário.)
1. O padre provincial aprova os fenômenos Místicos.
1392 – 11 de março de 1933. Pouco antes da Comunhão, na ação de graças, fiquei todo em chamas, da cabeça aos pés. Não vi as chamas apenas no coração, mas também saindo do peito. Hoje de manhã, logo ao levantar-me, ofereci o meu coração em chamas ao Sagrado Coração de Jesus como se fosse um coração nupcial 48.
48 - Referência ao Cântico dos Cânticos da Sagrada Escritura. A partir desse dia, começa a ilustrar o texto dos relatórios dos fenômenos místicos com desenhos, feitos a bico de pena. Ao todo são 1.184. São considerados uma raridade em obras místicas.
2. O Fogo da Cruz.
1736 – 1º de abril de 1936. O fogo da cruz, de ontem, ainda ardeu hoje, durante a visita das 9h, e continua ardendo. À tarde, pelas 2h, como de costume, rezei o breviário na capela. Por causa do ardor, descobri o peito na altura do coração e, assim, terminei de rezar o breviário. Às 6h, visita (quarta-feira, na semana da Paixão). A cruz do fogo, que ainda vejo em mim, expandiu-se nas quatro partes do coração, colocando todo o meu perfil numa grande cruz de fogo. Assim, fiquei, por pouco tempo, em pé, diante do Santíssimo, de braços erguidos. À noite, veio-me o pensamento se é essa a cruz que o Amado Salvador me concede, a meu pedido diário, de morrer por Ele na cruz?
1744 – 9 de abril de 1936. Quinta-Feira Santa. Às 11h fiz visita ao Santíssimo Sacramento. De repente, irrompeu o ardor de amor. Tive que levantar-me e estender os braços. Nisso, vi uma poderosa chama expandir-se desde o interior e, em vez da cruz simples, envolveu-me totalmente. Depois a chama se modificou e da cruz de fogo saíam chamas de fogo ondulantes para o alto. Torci-me de um lado para o outro, a fim de me livrar delas. Em vão. À 1h45min, eu estava na capela doméstica. Vi a pequena cruz de chamas em mim, mas não percebi nenhum ardor diante da grande cruz. Acrescento isso, para demonstrar que essas coisas não dependem de mim. Também ontem, durante a visita, pensava que o ardor que já sentia, poderia novamente levar à grande cruz do fogo. Apesar dessa minha lembrança, ela não se manifestou.
3. Sagrado coração de Jesus; o sol da minha vida.
1784 – 20 de julho de 1936. Quando, durante a oração da terça, cheguei à palavra “sol”, vi meu coração no meio de um sol. Resisti. Em vão. Rezo o breviário desde 1892. Jamais imaginei algo semelhante. Não posso suprimir isso. Preciso escrevê-lo. Que seja em honra do Sagrado Coração de Jesus, o sol de minha vida.

1785 – 21 de julho de 1936. Ontem à tarde, estive deitado, doente. Vi, de repente, como o sol, em que se encontrava meu coração, aumentou e me cercou totalmente. Disse para mim mesmo: Cuidarei de não dar valor a isso. Mas era mais fácil dizê-lo do que fazê-lo. Vi-me cercado pelo sol, às vezes mais claro, outras menos. Também hoje de manhã, percebi que não poderia evitar isto. Durante a Missa, aconteceu a mesma coisa. Mas, de modo especial, quando coloquei o paramento para distribuir a Comunhão aos seminaristas. Isso eu também tive que desenhar. Sou realmente escravo do Sagrado Coração de Jesus. Devo fazer o que ele quer.
4. Vi-me no Sagrado Coração de Jesus.
1786 – 22 de julho de 1936. Dulcíssimo Coração de Jesus. Ontem à tarde, enquanto rezava o breviário na capela, vi, em vez do sol, o Sagrado Coração de Jesus, que me cercava. Já há muitos anos que era incluído no Sagrado Coração de Jesus. Mas agora se acrescentava uma diferença. Vi-me no Sagrado Coração de Jesus como num mar de chamas e, isso, na santa Missa e depois dela. Talvez a razão disso seja meu comportamento na Comunhão. Como vejo meu coração em chamas ardentes, digo ao amável Salvador: Vem Tu para esse ardor de chamas. Ou também: Tu vês como Te amo. Pois Tu mesmo estás no meio desse ardor. Ontem recebi a solução do grande problema da Ir. Antônia. A Ir. X fez uma declaração, justificando, assim, meu procedimento. Minha confiança na bondade do Sagrado Coração de Jesus se tornou ainda maior. Durante meses, prolongou-se a luta sobre a veracidade das revelações da Irmã Antônia. Não queriam admiti-las como possíveis. O desfecho confirma que o assunto não só é possível, mas corresponde à realidade, exatamente como afirmavam as revelações.
1849 – 23 de janeiro de 1937. Quando fui da sacristia ao altar, vi-me como uma única chama de fogo. Igualmente, não tive paz, enquanto não tinha escrito e feito o desenho. Que tudo seja para a maior glória do Sagrado Coração de Jesus, fonte dessas graças. Ele as dá para mim segundo sua vontade, não porque eu as tenha merecido de alguma forma. Infelizmente. Mas, se servir para glorificá-lo, tudo bem.
5. Na Santa Hóstia, a Face do Salvador.
1866 – 21 de março de 1937. Comunhão. Expansisoração com as mãos estendidas para o alto por bastante tempo. Depois da Consagração da santa Hóstia, vi na mesma o santo rosto do amável Salvador. Também, há pouco tempo, vi, de repente, na santa Hóstia, o seu santo rosto. Mas não dei importância, embora me chamasse muito a atenção. Hoje, no entanto, parece excluída qualquer dúvida. Também tive que fazer o desenho. Não adianta resistir. Mas o desenho é um tanto inexato, na medida em que o rosto ocupava um espaço um pouco maior. Mas, no geral, está exato. Também na Comunhão, vi o rosto santo.
6. Medianeira de Todas as Graças.
1899 – 5 de junho de 1937. A comunhão tocou como fogo ardente o meu coração. A visão que, ontem, me havia causado dúvidas, está hoje quase continuamente visível: meu coração unido ao Sagrado Coração de Jesus, com chamas irrompendo para o alto. Portanto, também ontem foi verdadeira. Quando, hoje, vestia os paramentos na sacristia, para ajudar a distribuir a Comunhão na Missa dos alunos, pedi ao amável Salvador, como costume fazê-lo, que Ele me vestisse na sua pureza, para que eu fosse menos indigno de distribuir os santos mistérios. Tinha acabado de vestir a alva e fechava o cordão na frente, puxando os paramentos para arrumá-los um pouco mais, quando, de repente, a amável Mãe de Deus estava à minha frente, ajudando-me com suas próprias mãos. Ela procedia como faz, por exemplo, uma mãe para com seu filho, que se vestiu e a quem, de pé diante dele, ela ainda ajeita um ou outro pormenor. Tudo foi questão de um momento. Ela mostrou-se, portanto, como a Medianeira das graças. Nesse momento eu nem tinha pensando nela, e não alimentaria tal pretensão.
1924 – 21 de julho de 1937. Dulcíssimo Coração de Jesus. O mesmo que no dia 17 de julho, até ficar como cerca derretida. Na hora da Comunhão, manifestou-se forte ardor, mas internamente, de forma não visível. Ao dar a última bênção, vi, de repente, saírem chamas de fogo da minha mão que abençoava. Tive que fazer o desenho. O Sagrado Coração de Jesus me pede, de modo que não posso resistir.
1925 – 22 de julho de 1937. Dulcíssimo Coração de Jesus. O mesmo que no dia 17 de julho, até ficar como cera derretida. Na comunhão, manifestou-se forte ardor. Na última benção, lembrei-me das chamas que eu vi ontem. Hoje, não vi nada. Mas depois da Missa, vi sair do meu coração uma longa chama abrindo-se para o lado como uma língua de fogo; finalmente, vi meu coração em chamas e, sobre ele, uma cruz de fogo. O que significaria isto? Certamente a regra 11 Insignibus et vestibus Domini indui. Victina tuis amoris!Vesti as insígnias e as vestes do Senhor. Vítima do teu amor! À tarde, na visita ao Santíssimo, vi meu coração em meio a uma grande chama. O Sagrado Coração assim o quer e pede que eu faça o desenho. Desejo não iludir a mim mesmo. Mas o que vou fazer?

2249 – 21 de maio de 1938. Dulcíssimo Coração de Jesus. Idem, como no dia 2.5. Como no dia anterior, estive em fogo. Ao afastar-me do altar, fiquei em fogo. Durante a Ação de Graças, vi brotar novamente chamas do fundo do meu coração. E se transformou num outro mar de fogo. Vi em meu interior o fogo intenso do amor, como um imenso ardor solar, da mesma forma, como ele se apresenta na realidade, em constantes ondas, incandescência e borbulhar; no meio desta bola de fogo, o meu coração todo impregnado desse ardor. Eu escrevo e desenho o que e como o Divino Salvador quer.
2252 – 24 de maio de 1938. Dulcíssimo Coração de Jesus. Idem, como no dia 2.5. Ouvi as palavras da Consagração. Durante uma confissão, em meu quarto, vi a mão luminosa do Divino Salvador em minha mão, que se ergueu e deu a bênção comigo. Ouvi as palavras da absolvição, que Ele pronunciou em mim e comigo. Logo a seguir, vieram dois outros penitentes, com os quais se repetiu a mesma coisa, com alguns detalhes a mais. Com o terceiro, isso se manifestou de maneira mais expressiva. Ouvi toda a oração do Misereatur até o fim, pronunciada pelo Divino Salvador em mim e comigo. Vi também sua santa mão luminosa em minha mão, dando a bênção. Vi como da minha mão, principalmente da chaga da mão, saíam chamas de fogo sobre o penitente e como, na oração Ego te absolvoeu te absolvo, saía uma chama de fogo da minha boca sobre o coirmão penitente60. Eu tive que me esforçar para dominar o meu próprio ardor, que irrompeu do meu interior quando o coirmão se afastou. Eu estava certo de que, após as visões dos últimos dias, não viria mais nada, ao menos não agora. De repente, sobreveio nova manifestação de ardor. O que eu posso fazer? Devo fazer o desenho. Ele o quer.
60 Vários penitentes perceberam que o Pe. Reus alterava a voz, quando dava a absolvição. A causa estava nesse fenômeno místico e na emoção do confessor, que se julgava indigno de tão grandes graças.
2253 – 25 de maio de 1938. Dulcíssimo Coração de Jesus. O mesmo do dia 2.5. Como no dia anterior, estive em fogo. Já por duas vezes, o Divino Salvador esteve junto à minha saudação de amor, que Ele, como esposo de minha alma, recebia em primeiro lugar. Ele também não me deixa descansar, enquanto eu não tenho anotado as demonstrações do seu amor.
2254 – 26 de maio de 1938. Dulcíssimo Coração de Jesus. Idem, no dia 2.5. Estive em fogo como no dia anterior. Durante a madrugada, o Divino Salvador esteve novamente junto à minha cama. Na Comunhão, fiquei de braços estendidos, em silêncio, por longo tempo. Mais de 24 horas resisti a fazer o desenho representando o divino Salvador parado junto à minha cama. Opunha como argumentos, a minha impotência, a minha inutilidade, a minha estranheza. Tudo em vão. Sempre e sempre de novo e de maneira mais suave, mas irresistível, vime forçando a ceder. Eu o faço, porque não posso mais duvidar da veracidade. Ele mesmo é quem me ordena. Por quê? Não o compreendo. Só uma ou outra vez pareceu-me que me dizia: “Queres, então, menosprezar a minha graça”? Nestes dias, sobreveio-me novamente o ardor, durante a bênção do Santíssimo. Começou no início da exposição do Santíssimo e terminou no final da mesma. Também na igreja paroquial, eu vi, durante a absolvição, como uma chama de fogo saía da minha boca sobre o penitente.
2255 – 28 de maio de 1938. Dulcíssimo Coração de Jesus. Idem, como no dia 2.5. Enquanto ouvia as confissões na igreja paroquial, vi durante a absolvição uma chama saindo de mim e indo sobre o penitente. Uma, na palavra Patris - Pai, uma segunda, na palavra Filii - Filho e uma terceira, na palavra Spiritus Sancti – Espírito Santo. Isto mostra claramente que no Sacramento da Penitência, a Santíssima Trindade toma parte ativa. Este desenho eu fiz, porque eu devo. Hoje tive, novamente, dor de cabeça.

2257 – 30 de maio de 1938. Dulcíssimo Coração de Jesus. Idem, no dia 2.5. Depois do Pai Nosso, vi saírem da santa Hóstia raios ofuscantes, de modo que o meu rosto me pareceu todo iluminado. Fechei os olhos seguidas vezes, para assegurar-me de que não era ilusão, talvez também porque eu não conseguia suportar a luz ofuscante. Como cometi, por causa disso, um pequeno erro litúrgico, contra as rubricas, concentrei toda a minha atenção para não mais observar os raios. O desenho eu tive que fazer, conforme sua santa vontade.


2258 – 31 de maio de 1938. Dulcíssimo Coração de Jesus. Idem, como no dia 2.5. Quando, na hora do Ofertório, fiz o sinal da cruz sobre as ofertas, vi saírem da minha mão raios sobre o cálice. O mesmo vi, novamente, logo antes da Consagração. Ouvi com toda a clareza as palavras, que o Divino Salvador disse, em mim e juntamente comigo. Vi sua mão luminosa em minha mão e senti o seu braço ao levantar o cálice. Na absolvição, durante a confissão, vi uma chama de fogo saindo da minha mão e passando para o penitente, ao pronunciar as palavras “em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo”. Eu devo escrever isso. Meu Jesus, tem piedade de mim. Eu não sei como isso terminará. Quando caí no chão, no meu quarto, devido ao ardor de amor, senti outra vez, e de maneira dolorosa, principalmente a chaga do coração.

2259 – 1º de junho de 1938. Dulcíssimo Coração de Jesus. Idem, no dia 2.5. Quando, no término da distribuição da Comunhão, antes da Missa, dei a bênção, vi saírem chamas da minha mão. Como no dia anterior, estive em fogo. Na Ação de Graças, vi fogo ardendo de diversas maneiras. Uma parte principal consistia nas chamas ao redor de um coração de fogo. Eu desenho isso, porque devo. Durante a celebração de um batismo, vi fogo saindo da minha mão, ao impô-la sobre a cabecinha da criança. O amável Salvador quer que eu faça o desenho, embora eu tenha tido um pouco de resistência.
2260 – 2 de junho de 1938. Dulcíssimo Coração de Jesus. Idem, como no dia 2.5. Durante a distribuição da Comunhão, antes da Missa, quando eu trazia a santa Hóstia na mão, vi, de repente, um sol se formando ao redor da santa Hóstia. Aumentava rapidamente, até alcançar o cibório. No Ofertório do pão, erguerem-se chamas de ambas as mãos, que seguravam a patena. Ao fazer o sinal da cruz, depois da Consagração, vi, igualmente, saírem chamas de minhas mãos em direção ao cálice. Eu jamais teria pensado numa coisa dessas. Afinal, a fonte da bênção é Jesus, pessoalmente presente. Mas na reflexão, já que não posso negar as chamas nem as posso silenciar, tive que aceitar a autenticidade. A bênção, abstraindo-se de qualquer outro significado, vale, neste caso, não só porque ela pertence ao corpo sacramental, mas também por força do corpo místico de Cristo, e, para os que crêem, tem seu significado virtutem crucis – em virtude da cruz, como diz S. Tomás. Esta visão, que me deixou desconfiado, serve justamente como prova de que minha fantasia não é fonte de tudo isso. Eu vi, além disso, a mão luminosa do Divino Salvador, não só na Consagração, mas também quando, depois da Comunhão, purificava o cálice. Quando me confessei, vi como da mão do confessor saíam chamas sobre mim. À tarde, tive que me deitar por causa da dor de cabeça. Depois de mais ou menos 25 minutos de paciente entrega, senti, repentinamente, tão forte ardor de amor, que tive que abrir a batina na altura do coração. Depois, doía-me a chaga do coração de tal maneira, que eu gritei um prolongado Ai! Uma segunda vez, sobreveio esta dor repentina e mais uma vez eu gritei e pressionei o local onde sentia a chaga. Pela primeira vez eu irrompi em tal grito de dor.
2261 – 3 de junho de 1938. Dulcíssimo Coração de Jesus. Idem, no dia 2.5. Na Comunhão, expantisoração de braços abertos, mas por breve tempo. Ao rezar o Glória e o Credo, vi sair de minha boca cada palavra como chamas de fogo, que se elevam para as alturas diante da face de Deus. Fiz o desenho, só porque o Divino Salvador o queria. Ao ouvir confissões na igreja paroquial, vi repetidas vezes, ao fazer o sinal da cruz, durante a absolvição sacramental, como saía uma intensa chama de fogo da minha mão, abençoando o penitente. Eu queria omitir isso. Mas não há paz, enquanto não estiver escrito e desenhado. Ele mesmo o quer.

7. Vulcão de Chamas
2262 – 4 de junho de 1938. Vigília de Pentecostes. Dulcíssimo Coração de Jesus. Idem, como no dia 2.5. No meio do fogo, e com o coração em fogo, eu me dirigi para o altar. Qualquer tentativa de resistência levava ao efeito contrário, isto é, o ardor se inflamava ainda mais. Como de costume, distribuí a Comunhão antes da Missa. Então, eu vi sair da santa Hóstia uma chama ardente, e eu distribuía esta Hóstia em chamas aos que recebiam a Comunhão. Eu tentava, desfazer-me desta visão. Em vão. Na elevação do Santíssimo Sangue, vi chamas brotarem o cálice. Durante a leitura de ambos os evangelhos, vi, numa parte expressiva das palavras, as mesmas saírem como chamas da minha boca e elevarem-se para o alto. Na Ação de Graças, todo o meu interior era, de novo, um ardente e ativo vulcão de chamas de amor e de ondas de amor, que brotavam do mais profundo abismo do meu coração e se sucediam ininterruptamente.
2264 – 6 de junho de 1938. Dulcíssimo Coração de Jesus. O mesmo do dia 2.5. Como no dia anterior, estive em fogo. Na Ação de Graças, vi meu coração como um vulcão chamejante, de modo que ofereci ao Divino Salvador meu amor pareciam-me, não como pequenas chamas, mas como grandes ondas de chamas, nuvens de amor, que saíam do meu coração e subiam um após outra. Era como uma erupção vulcânica, que para mim é coisa impossível de imaginar. Eu jamais teria chegado a tal idéia e nunca teria ousado apresentar ao meu Deus e Senhor, no momento mais sagrado, uma coisa destas. Também recebi outras graças. Durante um batismo, ouvi como o Divino Salvador pronunciou a oração, em mim e comigo.
O ardor do amor persistiu até eu guardar o Santíssimo no sacrário.
2278 – Nas orações antes da Comunhão, vi meus anseios saindo da minha boca e transformar-se na santa Hóstia, quanto consigo me lembrar, em forma de chamas de amor. Depois da Comunhão, expansisoração de braços abertos, violento ardor de amor, e eu fiquei com o corpo em movimento. Ao tomar o Santíssimo Sangue, vi todo o meu corpo transformando em fogo. Na Ação de Graças, ardor, fogo, chamas muito intensas do fundo do meu coração. Então fui para a igreja paroquial, a fim de ouvir confissões. Ao ouvir um determinado pecado, veio-me mais ou menos esta palavra: Nós somos uma raça miserável. Senti profunda compaixão. Como o Divino Salvador é ofendido! De repente, as lágrimas caíram de meus olhos, lágrimas de amor cordial, de íntima compaixão e sincera tristeza. Por isso, tive de interromper momentaneamente as confissões para enxugar as lágrimas. Na meditação da manhã, vi, novamente, meus atos de amor subirem como sóis de fogo. O mesmo na Ação de Graças, mas durante pouco tempo.
Salvador. Ele fará tudo corretamente. Na Ação de Graças, ardor, amor vulcânico, mas durante breve tempo.
2284 – 25 de junho de 1938. Dulcíssimo Coração de Jesus. O mesmo do dia 2.5. Quando, no começo da Missa, distribuía a Comunhão, vi subir da pequena Hóstia que eu segurava na mão, outra chama em meio a uma chama maior, que provinha do cibório. Olhei bem, porque depois me viriam dúvidas. No entanto, não restava dúvida, a chama ardia. Estive em fogo como no dia anterior. Nas orações, as palavras eram como fogo e sóis fogo. Resisti, para não ficar distraído. Não adiantou nada. As chamas estavam presentes. Também outras graças se repetiram. Na Ação de Graças, um vulcão de amor, ardor, sóis de fogo.

2286 – 27 de junho de 1938. Dulcíssimo Coração de Jesus. O mesmo dia 2.5. De manhã, quando fui à capela, vi o altar em chamas. Uma chama avançava com força e saía da pedra do altar. Olhei com atenção. Como no dia anterior, estive em fogo. Durante a santa Missa, houve repetições de fenômenos, dos sóis de fogo que, nas palavras de algumas orações, projetavam-se para o alto. Na Ação de Graças, tudo em fogo, vulcão de amor. Nisso, manifestaram-se novamente os sóis de fogo, que brotavam do meu coração, acompanhados de chamas de fogo. Certa vez, vi, como sinal da presença de Jesus em mim, a santa Hóstia em meu coração rodeada de chamas. Devo escrever isso e fazer o desenho. Jesus, tem de piedade de mim. Eu seria completamente incapaz de inventar variedade de fatos.

2291 – 2 de julho de 1938. Dulcíssimo Coração de Jesus. O mesmo dia 2.5. Como no dia anterior, estive em fogo. Durante a santa Missa, vi as palavras em diversas partes, por exemplo, na oração ao pé do altar, como sóis de fogo que saíam da minha boca. Na Ação de Graças, vulcão de amor. Novamente, vi sóis de fogo, bem maiores do que a área do meu coração. São os atos de amor. Também vi a oração do breviário, em forma de sóis de fogo, sair da minha boca. Em oposição às blasfêmias, pelas quais a Divina Majestade de Deus e o Sagrado Coração de Jesus são tão profundamente ofendidos e entristecidos, consolam o Divino Salvador as divinas palavras do breviário, glorificam a infinita grandeza e majestade de Deus. Depois, vi, também, outras orações subirem de maneira idêntica da minha boca para Deus. Creio que isto é menos do que aquilo que eu vi. Eu confio na infinita bondade do Sagrado Coração de Jesus, que não me tornarei vítima de uma ilusão.
 

© Últimas e Derradeiras Graças

Visões do Padre João Batista Reus – O que acontece durante a Santa Missa?

Visões do Padre João Batista Reus – O que acontece durante a Santa Missa?


Padre João Batista Reus, Visões do Padre João Batista Reus – O que acontece durante a Santa Missa?do qual aquele que aqui vos escreve é profundo admirador e devoto, além de grande liturgista (ouso dizer que o maior que o Brasil já teve) era também um homem de profunda mística, e existem relatos em sua biografia que no momento da Santa Missa era agraciado com visões.
Quando lemos a obra do Servo de Deus Padre João Reus isto fica muito claro, pois em sua obra não há apenas um seco rubricismo, mas encontramos em cada página verdadeiras lições de piedade de zelo pelo Sagrado.
Segue então um relato extraído do site http://www.amormariano.com.br,que relata um pouco deste místico jesuíta nascido em São Leopoldo – Rio Grande do Sul.
Eis um breve relato de algumas visões do padre João Baptista Reus, com relação à maravilhosa realidade sobrenatural da Santa Missa. Falecido em odor de santidade, teve este sacerdote, a graça de ver o que acontece de sobrenatural durante a Santa Missa, a qual, por razão, costumava chamar de “A FESTA NO CÉU”.
Ao tempo em que o demônio procura eclipsá-la, vamos adorar mais e mais a Jesus, em reparação a tantas blasfêmias que contra a Eucaristia se cometem. Eis o que era dado ver ao Padre Reus:
Nossa Senhora convida todo o Paraíso para participar da Santa Missa. Todos os anjos e Santos A seguem em maravilhoso cortejo até o altar. Os Santos formam um semi-círculo ao redor do sacerdote celebrante e o acompanham até o altar. Lá chegando, os anjos se colocam atrás dos Santos.
Outra multidão de anjos cerca a igreja e cobre os fiéis, impedindo a aproximação dos demônios durante a Santa Missa, em honra á Majestade de Nosso Senhor Jesus Cristo.
A Virgem Santíssima está sempre junto do celebrante, do lado do altar onde é servida a água e o vinho, e onde são lavadas as mãos do sacerdote. É a própria Mãe de Jesus quem serve o celebrante e lava suas mãos. Entre Nossa Senhora e o celebrante, é convidado o Santo do dia.
Todas as almas do Purgatório também são convidadas pela Virgem Maria e permanecem durante toda a Santa Missa aos pés do altar, entre o celebrante e os fiéis. Conta o Padre Reus que ele via as almas do Purgatório em verdadeira festa e com grande esperança de libertação. Padre Reus via uma chuva caindo sobre o Purgatório durante toda a Santa Missa.
No momento sublime da Consagração, quando estas almas veem Nosso Senhor Jesus Cristo em Corpo, Sangue, Alma e Divindade, sentem um desejo incontrolável de sair daquelas chamas e se atirarem em Seus braços, mas não conseguem, por não estarem ainda purificadas.
Após a Consagração, acontece a libertação do Purgatório, das almas que já atingiram a purificação. Nossa Senhora estende a mão a cada uma delas e diz: “Minha filha, pode subir “.
Os anjos saúdam as almas libertadas do Purgatório, abraçando-as. É um momento de imensa alegria e beleza. Em seguida, estas almas, resplandecendo com a beleza indescritível, adornadas como noivas, como anjos, são introduzidas triunfalmente no Paraíso, por uma multidão de anjos, ao som de música e cantos celestiais.
- Na hora da morte, as Missas que houveres assistido serão a tua maior consolação.
- Toda Missa implora o teu perdão junto da justiça Divina.
- Em toda Missa podes diminuir a pena temporal devida aos teus pecados e diminuí-las mais ou menos consoante a teu fervor.
- Assistindo com devoção à Missa, prestas a maior das honra à Santa Humanidade de Jesus Cristo.
- Ele se compadece de muitas das tuas negligências e omissões.
- Perdoa-te os pecados veniais não confessados, dos quais porém te arrependestes.
- Diminui o império de Satanás sobre ti.
- Sufraga as almas do Purgatório da melhor maneira possível.
- Uma só Missa a que houveres assistido em vida, ser-te-á mais salutar que muitas a que outros assistirão por ti depois da tua morte, pois pela Missa participas da Paixão, Morte e Ressurreição de Cristo.
- A Missa preserva-te de muitos perigos e desgraças que te abateriam.
- Na Missa recebes a benção do sacerdote, a qual Nosso Senhor confirma no Céu. És abençoado em seus negócios e interesses pessoais.
- Toda Missa alcança-te um grau maior no Céu e diminui o teu Purgatório.”
http://blog.unavocebrasil.org/2012/06/visoes-do-padre-joao-batista-reus-o-que-acontece-durante-a-santa-missa/

Padre João Baptista Reus

 
Sua vida
João Baptista Reus nasceu em 1868, na Arquidiocese de Bamberga (Baviera, Alemanha). Seus pais, João e Ana Margarida Reus, deram-lhe primorosa educação religiosa. Ensinado por sua mãe, revelou-se João Baptista, desde menino, fervoroso devoto da Mãe de Deus e do Menino Jesus.


Dotado de têmpera decidida e de coração puro, entrou no Seminário de Bamberga e ordenou-se sacerdote em 1893. João Baptista filiou-se à Companhia de Jesus em 1894.


Em 1900 veio para o Brasil. Nos primeiros 11 anos, dedicou-se ao labor Apostólico na cidade de Rio Grande. Em 1912, encontramos Pe. Reus no Colégio Anchieta, de Porto Alegre. Em 1913, foi nomeado Pároco de São Leopoldo.

Desde 1914 até a sua santa morte, dedicou-se à formação do Clero como diretor Espiritual e professor de Liturgia. Até 1913, foi ainda Capelão do Colégio São José, das Irmãs Franciscanas de São Leopoldo(RS). Além do apostolado, é autor de diversas Obras: "Curso de Liturgia" (1952), "Três Mártires Riograndenses" (em Português, Espanhol, Italiano e Alemão), diversos livros de orações e numerosos artigos. Sempre unido com Deus nos seus trabalhos, rezava muito pela salvação das almas.

Sua AUTOBIOGRAFIA e o seu DIÁRIO, escritos em obediência à ordem superior, registram extraordinárias graças místicas, numerosas visões e êxtases, cuja genuinidade julgará a Autoridade da Santa Igreja.

Vivia em união sensível e contínua com Deus. Foi ardente devoto e apóstolo do Sagrado Coração de Jesus, do Imaculado Coração de Maria e do Santíssimo Sacramento.
Seu Lema "Amar e sofrer"!
Sua jaculatória (pequena oração) predileta: "Jesus, Maria, José".
Pe. Reus foi modelar na vida interior, como a dizer-nos: "O dinamismo apostólico meramente externo nada vale sem intensa vida interior".

Já com 79 anos de vida, suspirava pela união definitiva com seu Deus. E, em 04.04.1947, Sexta-feira santa, é sacramentado. Há melhoras: em 10.06.1947, celebra sua última Missa. Sofre muito de asma, mal que o vinha atormentando durante anos. Visitas e visões celestes o confortam. No dia 21.07.1947, às 16 horas, expira santamente...

Seu corpo descansa no Cemitério dos Jesuítas, em São Leopoldo. Seguramente, mais de 200000 graças foram publicadas, atestando sua poderosa intercessão junto ao trono de Deus. Seu túmulo tornou-se alvo de contínuas romarias.

Em vista destas circunstâncias, foram dados os passos preliminares para introduzir a Causa de sua Beatificação. O Cardeal Vicente Scherer, emérito Arcebispo de Porto Alegre, nomeou o Tribunal Eclesiástico para o processo Diocesiano Informativo de Beatificação e Canonização do Servo de Deus, processo que foi iniciado em 25 de julho de 1953 e terminado a 13.11.1958, em Porto Alegre. Já em 10.12.1958, foram levadas todas as atas e documentos da Causa à Sagrada Congregação dos Ritos, em Roma, onde teve início e está prosseguindo até hoje o Processo de Beatificação propriamente dito.
Dos escritores do Padre Reus
"Com o o auxílio da Vossa graça todo-poderoso, quero trabalhar para santificar-me por Vós. As vossas grandes graças, que prodigalizastes a mim, indigna criatura, não me tornam santo, mas sejam um contínuo estímulo a morrer por mim mesmo, a fim de viver só para Vós! Vítima do vosso Amor!" (Diário 04.02.1924)

"Não fui enganado nas esperanças que pus na Companhia de Jesus. Não somente achei o que tinha almejado, mas muito, muito mais e até muitas coisas, nas quais nem me teria atrevido a pensar. Por isso, a minha felicidade de agora (1934) é tão grande como a daquela vez, em que fui admitido sob a bandeira do nosso Rei Divino" (Diário)

"Maria é a Medianeira de todas as graças... Principalmente para com o sacerdote, a quem tanto ama e a quem confia que possui mais caro: seu Divino Filho no Santíssimo Sacramento".
Oração para novena
Ó Deus, que vossa infinita bondade e misericórdia inspirastes ao Vosso humilde servo João Baptista tão ardente desejo de perfeição e o comulastes de tantas e tão extraordinárias mercês, concedei-me a graça de imitá-lo na entrega total ao Sagrado Coração de Jesus, no amor à cruz e ao sacrifício, na estima da Santa Missa, na Intimidade com Jesus Sacramentado, no zelo pelas vocações sacerdotais e na devoção filial ao Imaculado Coração de Maria, Medianeira de todas as graças. Ó Deus, que glorificais a quem vos glorificai o Vosso servo João Baptista, que em vida Vos amou e glorificou, concedendo-me, por sua intercessão a graça... que instantemente Vos peço. Por Jesus Cristo, Nosso Senhor. Amém.

JESUS! MARIA! JOSÉ!
Pai-nosso - Ave-Maria - Gloria ao Pai.

terça-feira, 14 de agosto de 2012

A Virgem Maria e os Santos

         

A Virgem Maria e os Santos

Santa Teresa de Ávila, amiga de Deus e dos homens

“Tudo é pouco diante do que Deus faz por nós” – Festa Litúrgica em memória de Irmã Dulce

São José, zeloso provedor da Sagrada Família, intercedei por nós!

As lições de Madre Teresa de Calcutá por Dom Murilo Krieger

Ensinamentos de São João da Cruz

Santa Josefina Bakhita, uma predileta de Deus

São Vicente Pallotti e a Sagrada Eucaristia

São José, o Santo do silêncio

Pétalas de Rosas de São João da Cruz

O “Testamento” de Santa Bernadette Soubirous, de Lourdes

São Maximiliano Kolbe e suas belíssimas Colocações

Devoção ao Santíssimo Nome de Jesus e São Bernardino de Sena

Máximas de São Vicente Pallotti

Aprovação da Congregação das Causas dos Santos do milagre de Madre Assunta Marchetti

A Beatificação mais lotada da História, a de João Paulo II

Os óculos de São José

Rezemos com a Virgem Mãe de Deus no Mês do Santo Rosário!

A Intercessão dos Santos

“Amar e sofrer” – A Ciência dos Santos

Chiara Badano: uma luz que ainda brilha

Dom Bosco, soube dar dignidade à infância de seu tempo

Beato Dom Luiz Guanella será proclamado Santo

Entrevistando a Santo Inácio de Loyola no Céu… (1)

Oração de Edith Stein sobre o Espírito Santo